Ega
Distando sensivelmente 4 km da sede concelhia, Ega - com uma população residente estimada em 2876 habitantes - é uma das três freguesias mais populosas do concelho de Condeixa-a-Nova e, seguramente, a mais extensa. Conglomera cerca de trinta lugares: Ameixeira, Arrifana, Campizes, Casal do Missa, Casével, Rebolia - entre outros - abrangendo uma área total de cerca de 35 km2, que demarca a fronteira entre os concelhos de Condeixa-a-Nova e Soure.
Actualmente constituída como sede de freguesia , Ega orgulha-se de já ter sido distinguida pela História com um estatuto de incontestável proeminência.
De origem seguramente remota - conforme a raiz germânica do topónimo Eg- indicia - a povoação da Ega teria sido fundada pelos Templários, que a receberam primeiramente das mãos de D. Teresa, em 1128, a par da vila de Soure. Quando D. Afonso Henriques assume os destinos do Condado Portucalense, anula a doação feita por sua mãe; todavia - e depois de em 1135 haver resgatado Ega ao jugo muçulmano -faz dela nova doação àquela ordem. O primeiro foral da Ega, concedido por Frei Estevam Belmonte, XI mestre da Ordem dos Templários, data de 1 de Setembro de 1231.
Com a dissolução da Ordem dos Templários, o seu património - e entre ele a comenda da Ega - vai ser incorporado na Ordem Militar de Cristo, instituída por D. Dinis em 1319. Inaugura-se então, para este território, um período de desenvolvimento e prosperidade que em 1516 justificará a atribuição de um segundo foral a esta vila, desta feita, por D. Manuel I. Do século XVI (e início do século XVII) subsistem, ao nível do património edificado, os três mais representativos monumentos da freguesia, que o visitante, interessado no legado arquitectónico manuelino, não pode descurar: o Pelourinho, a Igreja Matriz e o Palácio dos Comendadores.
No século XVIII foi criado o título de conde da Ega, na pessoa de D. Manuel de Saldanha e Albuquerque, do conselho do rei D. José I.
De vila afecta à jurisdição de Leiria, em 1762, Ega terá sido - ainda antes de 1821 e até 1835 - sede de concelho. Estas atribuições foram-lhe contudo retiradas aquando da reforma administrativa de Mouzinho da Silveira. Em 1838 passa, definitivamente, a integrar o concelho de Condeixa-a-Nova.
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