Sebal
O Sebal - localizado a 4 Km , a oeste, da sede concelhia - foi um dos primeiros lugares a erigir a sua Casa do Povo, ainda em 1934. Enquanto freguesia de Condeixa-a-Nova, o Sebal compreende diversos lugares como Avenal, Casal da Estrada, Casal da Légua, Rapoila, Ribeira, Sebal Pequeno, Sobreiro, entre outros, pelos quais se distribui uma população de 1791 habitantes.
Para os historiadores, as suas origens constituem um mistério ainda por deslindar; vestígios da civilização romana encontrados nas imediações levam, contudo, a imaginar uma fundação bastante remota para o Sebal. A mais antiga referência que se lhe faz data de 1149, sob a forma de Senabal, e já se regista como paróquia em 1240, grafando-se Seabal . É de crer que este topónimo procede, como tantos outros, da flora local e mais concretamente do nome latino da mostardeira - sinapi - significando mostardal ou sítio onde crescem mostardeiras.
Aquando da terceira invasão francesa, o Sebal foi violentamente acossado pelas hostes napoleónicas que não semearam senão destruição à sua passagem: as casas foram arrasadas, a Igreja-Matriz foi devassada, constituindo os seus altares e objectos de culto, os alvos preferenciais dos saques; alguns populares que se não puseram em fuga, foram barbaramente assassinados.
Não obstante esse episódio, a freguesia conserva ainda um património arquitectónico de relevo, de que constam diversas casas solarengas - entre elas, o Palácio dos Matos, edifício do século XVIII - e a Igreja-Matriz, cujo valor histórico e artístico merece ser apreciado.
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