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O Grupo de Teatro Amador de Condeixa, constituído em 1995, reúne cerca de vinte elementos - cuja amplitude etária se estende, sensivelmente, dos 20 aos 60 anos - mobilizados pelo gosto por esta arte e unidos no propósito de manter viva uma tradição legada pela terra e de que são os mais directos continuadores. Com encenação de Fernando Taborda, o grupo teatral condeixense, conciliando disponibilidades, procura organizar-se da melhor forma na preparação de cada espectáculo, tomando a seu cargo não só a representação, como também a cenografia, a sonoplastia, a iluminação.

O Cine-Teatro dos Bombeiros Voluntários de Condeixa-a-Nova acolhe, com frequência, as apresentações do grupo, que promove, também, o seu trabalho noutros concelhos.

Tradição Teatral

A tradição teatral condeixense remonta ao primeiro quartel do século XIX, conhecendo, através da sucessiva constituição e dissolução de grupos teatrais, momentos de vivo esplendor ou de severa estagnação, num reflexo, tantas vezes directo, da instabilidade da própria situação político-social do país.

Assim, em 1814, organizou-se um pequeno grupo de amadores, em torno de Salvador Pena que cedeu, na sua casa - na Rua Francisco de Lemos - um compartimento para a instalação de um teatro. A actividade desta "associação" foi divulgada e aplaudida, por todo o concelho, suscitando apenas os protestos daqueles que, em virtude das reduzidas dimensões do espaço disponibilizado, não podiam integrar a assistência dos espectáculos. As lutas liberais, que se repercutiram fortemente em Condeixa, vieram, lamentavelmente, pôr termo ao trabalho deste grupo cénico cuja extinção, por divergências de opiniões políticas dos seus membros, sobreveio em 1828.

Seguiu-se um período de acalmia na situação do país, e da própria vila, que permitiu o retomar da actividade teatral; desta feita, a cedência gratuita de um sobrado de um prédio na Rua Nova, por Fortunato dos Santos Bandeira, permitiu que nele se instalasse um novo teatro, que começou a funcionar no início dos anos 50. Treze anos mais tarde, dissolvia-se o grupo de actores que o animou, mas já em 1865 novo grupo se constituía, incorporando antigos elementos, a par de novos outros. Reiniciavam-se, assim, os espectáculos no teatro Bandeira, que fora, entretanto, remodelado, passando a dispor de uma plateia - que, dividida em geral e superior, comportava, respectivamente, 100 e 40 espectadores - e de um camarote reservado à família proprietária do edifício. O seu palco acolheu, durante largos anos, não só as récitas dos naturais da terra, como também espectáculos promovidos por companhias itinerantes.

Em 1905, porém, extinguir-se-ia o teatro da Rua Nova. Iniciou-se, então, na Rua Lopo Vaz, a construção de um barracão de madeira, capaz de albergar uma assistência de 300 pessoas, dotado de alguns camarins e de um palco mais amplo. Mas, uma vez mais, as transformações políticas pareciam embotar a actividade teatral condeixense pois que, com a proclamação da República, a referida casa de espectáculos passou a ser usada para reuniões políticas, condenando o teatro a uma profunda agonia.

Só a partir de 1932 ressurgiria a actividade dramática em Condeixa; primeiramente, na Quinta de S. Tomé, e, logo depois, com a inauguração do Cine-Avenida, na Avenida Visconde de Alverca, a vila abandonava, por fim, as estruturas teatrais improvisadas/provisórias e apresentava, a par de um cinematógrafo, uma verdadeira sala de espectáculos. Nele puderam os amadores condeixenses levar a cabo as suas representações, embora integrando continuamente diferentes grupos teatrais - grupo cénico Dr. João Antunes, Centro de Alegria Dr. João Antunes e Clube de Condeixa - que continuaram a suceder-se.

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