Moleiro
Instigado pela água, o chiar da mó que labuta pacientemente na moagem do cereal confunde-se com a voz de Albino Simões que vai explicando, a espaços breves, porque persiste no ofício de moleiro. Cresceu ouvindo a cantilena ininterrupta das mós — descende de uma família de moleiros do Avenal e foi dela que recebeu não só o próprio engenho, como também o saber-fazer. Mas poucos há que saibam e queiram aprender esta arte. Até mesmo porque a tradição e a prosperidade da pequena indústria moageira são águas passadas e agora, afora alguns padeiros da região, já só uma modesta freguesia procura o milho partido para a criação ou a fina farinha para a broa.
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