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Igreja Matriz da Ega

Seguindo a estrada que de Condeixa conduz a Soure, chega-se à aldeia de Ega. Do lado esquerdo, levanta-se um pequeno outeiro por onde se estende parte da povoação; é, sensivelmente, a meio desta encosta que se ergue a Igreja Matriz, monumento de inquestionável interesse histórico. A um primeiro olhar, a arquitectura da Igreja evoca a robustez dos edifícios religiosos da Idade Média, a Ordem de Cristo e a nossa ligação directa à empresa dos Descobrimentos.

De origem antiquíssima, a Igreja aparece referenciada em documentos do século XII, devendo obedecer, nessa altura, a um traçado românico ou gótico. É porém novamente edificada em 1521, sob a orientação do arquitecto régio Marcos Pires, responsável pelo labor manuelino que identifica ainda a Igreja, não obstante as sucessivas reformas que têm vindo a contribuir para a sua descaracterização.

O acesso à matriz faz-se por uma escadaria; na sua sóbria fachada, inscreve-se um portal manuelino de cantaria lavrada, donde sobressaem o escudo nacional e a Cruz de Cristo. Mas o interior da Igreja desvela, também, outras obras de arte que chegaram até nós: a abóbada estrelada da capela-mor, obra de Diogo de Castilho e que data aproximadamente de 1530; o altar-mor, exibindo um tríptico - mandado pintar em 1543 pelo Comendador D. Afonso de Lencastre - em cujo painel central figura Nossa Senhora da Graça, tendo ajoelhado aos pés, esse mesmo comendador; dois retábulos seiscentistas, com pinturas e imagens de interesse.

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