Palácio Sotto Mayor
O palácio Sotto Mayor é um dos mais imponentes edifícios que integram o património arquitectónico de Condeixa. Porquanto tenha sido erigido no século XVII, foi já na época pombalina que sofreu as reestruturações que lhe conferiram a sua fisionomia actual.
A fachada do palácio, de janelas sacadas e limitada por dois torreões quadrados, é encimada pelos brasões das famílias ilustres - Ramalho e Lemos - a que pertenceu.
Durante os séculos XVIII, XIX e XX, e à semelhança de outros solares que recebiam com certa regularidade visitas régias ou de potentados políticos, o palácio foi uma das residências particulares mais distintas do país, hospedando figuras destacadas da história nacional: D. João VI (então, na qualidade de príncipe regente) D. Miguel I, D. Maria II, D. Pedro V, O Rei D. Carlos, acompanhado do príncipe D. Luís Filipe, e até o escritor Alexandre Herculano.
Com as invasões francesas - e muito particularmente com o episódio do incêndio ateado pelas tropas napoleónicas - deflagrou igualmente a polémica em torno deste palácio. Tendo escapado praticamente incólume à devastação de que grande parte da vila foi alvo, nasceram especulações e avolumaram-se suspeições quanto à fidelidade do seu proprietário, Manuel Pereira Ramos de Azeredo Coutinho Ramalho, à causa nacional, apontando-se uma sua aliança estratégica com o quartel de Massena como a causa provável para a conservação do palácio.
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