A Assembleia Municipal, eleita nas últimas eleições autárquicas, reuniu, pela primeira vez, no passado dia 28 de Dezembro.
Com cerca 50% de novos deputados municipais, inclusive o novo presidente, Fernando Pita, a reunião da Assembleia Municipal teve como ponto alto a aprovação do Plano e Orçamento para 2010, com votos favoráveis do Partido Socialista e com a abstenção do Partido Social Democrata (PSD), Bloco de Esquerda (BE) e da Coligação Democrática Unitária. O orçamento passa assim com total distinção a última instância política. Refira-se que o mesmo tinha sido aprovado na semana passada, em Reunião de Câmara, também sem qualquer voto contra. Nesta mesma reunião Jorge Bento destacou os investimentos mais significativos que estiveram ou estão ainda em curso e apresentou as contas relativas ao ano de 2009, sendo que a receita total ascendeu a € 14.335.334, o que representa um crescimento de 9,52% em relação a 2008. Para 2010 a despesa orçamentada ronda os € 22.456.960, tal como a receita total. Comparando com 2009, as despesas corrente e de capital aumentam e, por outro lado, as receitas diminuem. A preocupação autárquica para este mandato prender-se-á, sobretudo, com a gestão dos equipamentos e infra-estruturas existentes e com a optimização dos recursos, eliminando défices de exploração e melhorando a qualidade dos serviços prestados. Não se pense, no entanto, que as políticas de desenvolvimento que têm vindo a ser executadas em Condeixa vão estagnar.
Foi ainda ratificado, por unanimidade, o regimento da Assembleia Municipal que apresenta algumas alterações em relação ao anterior o que, na perspectiva de Fernando Pita, o torna “mais coerente e ordenado”.
Numa reunião que se prolongou entre as 9h30 e as 14h00 houve espaço para a discussão de vários assuntos que não estavam previstos na ordem do dia, nomeadamente o Estádio Municipal, o Itinerário Complementar 2 (IC2) e a Praça da República.
A oposição mostrou conhecer todo o programa eleitoral de Jorge Bento e, na sua maioria, as questões relacionaram-se com o referido programa para 2009-2013. Assim, da situação do Plano Director Municipal (PDM), ao Estádio Municipal, passando pelo saneamento e pelas várias frentes de obra, o Presidente elucidou os novos deputados sobre as opções tomadas e os números de cada uma.
O Bloco de Esquerda, estreante no panorama político de Condeixa, questionou o facto de se ter desencadeado a construção do novo Estádio Municipal “numa altura de crise económica”.
Um argumento que Jorge Bento desfez com o número de jovens (cerca de 300) que diariamente jogam futebol em Condeixa nas várias camadas de formação do Clube de Condeixa: “Alguns desses jovens estão a sair de Condeixa à procura de melhores instalações desportivas. Ora numa terra que se quer de coesão social não se pode permitir isso. O número de famílias que assistem aos treinos e aos jogos dos nossos jovens merecem uma estrutura digna e não o actual campo de jogos sem condições para a prática desportiva”, argumentou o edil.
Relativamente às questões colocadas sobre o IC2, Jorge Bento esclareceu que espera, nos próximos três meses, ter disponível uma espécie de pré-projecto daquele que será o novo traçado do IC. Quanto à intervenção na Praça da República, que representa a última fase da regeneração urbana da vila de Condeixa, o Edil referiu que dentro de 15 a 20 dias começarão as obras e que o seu prazo de execução ronda os 12 meses: “Esta é uma obra comparticipada com fundos comunitários e que foi amplamente discutida pela opinião pública. Condeixa ficará diferente para melhor, mais urbana. Bem sei que durante um ano existirão alguns transtornos do trânsito, mas a necessária compensação virá depois”, assumiu, confiante, o autarca. |