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Margarida Guedes reconduzida Presidente da CPCJ
Data: 2010-01-15



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Margarida Guedes, Vice-Presidente da Câmara Municipal, foi reconduzida como Presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJ), assumindo um mandato de dois anos.

A decisão foi tomada por unanimidade, por todos os elementos que compõem a comissão alargada.

Segundo a vice-presidente da Câmara, existe uma falha na informação que chega à população de Condeixa, o que faz com que as pessoas não saibam que a CPCJ existe e que a ela podem recorrer. Assim, o principal objectivo para este mandato é fazer com que “todo o concelho perceba as funções da comissão e que recorra a ela sempre que necessário. A CPCJ quer chegar junto do grande público de forma a tornar-se conhecida e assim assegurar o seu grande objectivo que é a promoção e a protecção dos menores”, afirmou a recém-reconduzida Presidente.

A principal diferença entre as comissões deste género e a CPCJ de Condeixa comprova-se nos projectos desenvolvidos e nas parcerias estabelecidas ao longo de 2009, criados para colmatar a exclusão social. Destes, destaca-se o Plano Operacional de Respostas Integradas (PORI), promovido pelo Instituto da Droga e Toxicodependência em parceria com entidades locais, o Programa para o Fortalecimento de Famílias, dirigido a famílias socialmente vulneráveis, com formação no âmbito da Educação Parental e Familiar e o Projecto de Intervenção em Rede, dirigido à problemática da Violência Doméstica, promovido pelo Serviço de Violência Familiar do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.

Em concreto, para vermos o desempenho e a abrangência da CPCJ em termos de intervenção na sociedade, basta analisarmos a sua própria composição, que abrange os mais importantes agentes de Condeixa: Segurança Social, Centro de Saúde, Município, Santa Casa da Misericórdia, Centro Social da Ega, Associação de Pais e GNR.

Actualmente a Comissão tem 42 processos em mãos, relacionados com negligência, maus-tratos, abandono escolar e consumo de aditivos e que foram referenciados por instituições de solidariedade social, escolas e, também, pela própria comunidade.

Cada caso é um caso e a Comissão intervém de acordo com a problemática, estabelecendo acordos de promoção e protecção com a família e, posteriormente, encaminhando-os. Margarida Guedes usa a expressão “trabalhar a família”, quer em termos de competências parentais, domésticas e familiares, “sempre com o objectivo de que se adquiram bases e modos de estar que melhorem as condições práticas que levaram a criança até à Comissão”.

A mais-valia da CPCJ é o acompanhamento que proporciona em meio natural de vida, ou seja, junto dos pais, esclarece a Presidente: “É dada formação aos pais. O objectivo da comissão não é retirar os menores aos progenitores mas antes criar condições para que eles continuem a viver juntos. Só em último recurso se dá o internamento das crianças apenas de forma temporária até que a família se recomponha”, assegura.

 Comentários
GRANDE SENHORA
ADELAIDE LUCAS - CONDEIXA - 2010-01-18

Grande Senhora, Grandes Capacidades.....É de Louvar uma Pessoa assim como a Dra. Margarida.

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