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Data: 2010-03-09
Bebé de oito meses luta contra leucemia

A vida da Sofia "poderá depender de si". Este é o apelo lançado por familiares e amigos de uma bebé de oito meses, a quem foi diagnosticada leucemia, para encontrar um dador de medula óssea compatível.

Para poder "continuar a viver" a menina, residente no concelho de Condeixa-a-Nova, necessita de um transplante. "É a sua única hipótese", refere Ana Bernardes, amiga da família e dinamizadora da campanha, surpreendida com a quantidade de pessoas que já responderam.

Sofia Domingues Fonseca aparentava ser uma menina saudável até que, de repente, tudo mudou com a descoberta da doença, há dois meses. "A bebé estava no infantário e ligaram à mãe a dizer que estava febril e tinha vomitado", recorda Ana Bernardes. Foi encaminhada para o Hospital Pediátrico de Coimbra, onde os médicos estranharam a "barriga muito dilatada" e confirmaram as piores suspeitas. Sofia tem leucemia mieloide crónica, uma doença rara em crianças.

O drama dos pais, Margarida Domingues e Francisco Fonseca, de 36 anos, começou nesse momento. "A bebé tem de fazer quimioterapia todos os dias. A mãe, que trabalhava, está em casa com ela e só sai duas vezes por semana para a levar ao hospital. É um sofrimento enorme para todos", descreve Ana Bernardes.

Segundo a amiga da família, a menina só poderá ser transplantada quando tiver um ano, mas a campanha para encontrar um dador compatível já está em marcha. Quem quiser ajudar a Sofia deve contactar o Centro de Histocompatibilidade nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

MARTA RECUPERA DE TRANSPLANTE

Marta Ramos, cinco anos, recebeu a 23 de Setembro um transplante de medula. Cinco meses depois, a menina desloca-se duas vezes por semana ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa.

CARMEN ESTÁ EM ISOLAMENTO NO IPO

Carmen Pinheiro, de quatro anos, já encontrou um dador compatível. Por agora a menina está em regime de isolamento no Instituto Português de Oncologia do Porto.

FAMÍLIA DE AFONSO CRENTE NAS RECOLHAS

Afonso Couto tem seis anos e há cinco meses foi-lhe diagnosticada leucemia linfoblástica aguda. A família da criança, que ainda não encontrou dador, continua a realizar diversas campanhas de recolha.

TERESA ESPERA HÁ DOIS ANOS

Teresa Brissos, de 17 anos, natural de Beja, aguarda há dois anos por um dador de medula óssea. Para fazer frente à doença, todas as semanas é observada no Instituto Português de Oncologia de Lisboa.

182 MIL DADORES SURGIRAM EM OITO ANOS

Nos últimos anos cresceu de forma muito significativa o número de portugueses que integram o banco de potenciais dadores de medula óssea. O último ano terminou com 182 485 inscritos. Em 2002 não havia sequer mil dadores inscritos. As redes sociais na internet têm ajudado a divulgar casos de necessidade de medula e iniciativas realizadas em todo o País. O tratamento da doença nem sempre obriga à realização do transplante. A actriz brasileira Drica Moraes,de 40 anos, é disso exemplo, tendo saído do hospital na passada semana, depois de ter sido submetidaa quimioterapia. A leucemia atinge por ano cerca de mil portugueses, sendo que as dificuldades de tratamento são agravadas pela falta de um dador compatível.

PORMENORES

QUEM PODE AJUDAR

Ter entre 18 e 45 anos, pesar mais de cinquenta quilos, nunca ter recebido uma transfusão de sangue, não sofrer de doenças crónicas e não estar já inscrito na base de dados: são estas condições exigidasa quem quiser ser dador de medula óssea.

ONDE AJUDAR

Se cumprir estes requisitos,apenas tem de se dirigir aoscentros de histocompatibilidade existentes em Lisboa (telefone: 217 504 100), no Porto (telefone: 225 573 470) e em Coimbra(telefone: 239 480 700/719).

AMOSTRA DE SANGUE

Para verificar se é compatível com as inúmeras crianças que precisam das suas células para sobreviver basta a recolha de uma pequena amostra de sangue. Não dói nada.

 
 
Fonte: Correio da Manhã - correiomanha.pt

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