Bebeteca e “a arte de dar amor”

Respirar fundo, relaxar ao máximo e aplicar uma boa dose de amor verdadeiro. Esta foi a medida certa para mais uma sessão da Bebeteca, com o poder calmante do toque nutritivo no centro de uma massagem infantil que deliciou bebés dos 0 aos 12 meses.

  

Visto como uma importante ferramenta de expressão emocional, com benefícios comprovados na saúde física e mental que vão muito além do simples relaxamento, o toque é a primeira linguagem que aprendemos e o nosso maior meio de expressão emocional através da vida.

Nos bebés, é um dos primeiros estímulos que recebem ainda antes de nascer. E provavelmente o que eles mais gostam! Ao ser tocado, o bebé redescobre o prazer de se sentir seguro, protegido e amado e uma outra infinidade de mensagens vitais para o seu crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Promovido de uma forma intuitiva, o toque é realmente algo de tão simples e natural, e tão excecional pelos seus efeitos, que nos esquecemos facilmente de todas as potencialidades concentradas mesmo aqui: nas nossas mãos! Sabendo quais os momentos chave para o potencializar, a massagem infantil é uma excelente estratégia que os pais têm ao seu dispor para, utilizando as próprias mãos, aprofundarem o conhecimento entre eles e o seu filho e desfrutarem dos quatro benefícios gerais - estimulação, alivio, interação e relaxamento - que ela proporciona. Isto sem falar na delícia que é!

Simples, mas difícil - e difícil por ser exatamente tão simples - em “Comunicando amor através do toque”, na última sessão da Bebeteca, a 5 de maio, Patrícia Fernandes - instrutora certificada pela Associação Portuguesa de Massagem Infantil - abordou diversas informações e conhecimentos práticos sobre as técnicas desta prática milenar que, baseadas em princípios do yoga, reflexologia e das massagens indiana e sueca, e combinadas entre si, resultam numa forma privilegiada de interacção entre pais e filhos, estimulando as suas capacidades fisiológicas e comportamentais.

Em movimentos lentos e suaves, compressões e alongamentos passivos por todo o corpo do bebé, pernas, pés, barriga, braços, mãos, cabeça, costas e rosto, durante cerca de 1 hora foram muitos os estímulos sensoriais utilizados e apurados, através de movimentos específicos no apoio a alguns desconfortos habituais do crescimento, como as desesperantes cólicas, o aparecimento da dentição, o choro, entre outras.

A nível emotivo, este foi apenas mais um prolongamento do impulso natural que leva os pais a transmitirem amor e dedicação ao bebé, aqui traduzido num espaço intimista e de partilha, cheio de sensações tanto para quem a praticou, quanto para quem a recebeu. Mais do que qualquer outro benefício, a dedicação de tempo de qualidade aos bebés, com o respeito e a cumplicidade a estabelecerem laços inquebráveis, reforçando as competências parentais e despertando, em todos, os mais belos sorrisos.

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