Será o amor coisa fácil de se medir? E conseguirão os livros tarefa tão difícil? A resposta está em “Faz de Conto que é Amor”, uma maratona de livros para celebrar o amor, que a Biblioteca Municipal fez questão de assinalar no passado dia 16 de fevereiro com o público de palmo e meio.
Fevereiro é a altura do ano mais aguardada pelos casais apaixonados e o Dia de S. Valentim é já comemorado em quase todo o mundo como o dia oficial dos afetos e do amor. Geralmente, as crianças são excluídas dessa comemoração e as razões até seriam óbvias para muitos, mas desenganem-se aqueles que pensam que o dia de S. Valentim é só para adultos apaixonados.
É que eles - os filhos, as crianças -são precisamente a maior prova do nosso amor! E é importante que eles aprendam desde pequenos a cultivar o amor e o carinho pelo próximo, seja familiar ou amigo, e a saber manifestá-lo de forma saudável e feliz.
Mas, se até para os adultos, por vezes, surgem dificuldades na hora de medir e expressar os seus sentimentos, a tarefa não será, porventura, facilitada para os mais pequenos.E, às vezes, quando gostamos muito, muito de alguém, é importante encontrar uma maneira de descrever como os nossos sentimentos são grandes.O problema está na insuficiência das palavras, tamanho é o sentimento.
Assim,como o dia mais apaixonante do ano não tem idade e os bons livros infantis falam tanto às crianças, a Biblioteca Municipal Engº Jorge Bento decidiu projetar uma maratona literária muito afetuosa, especialmente direcionada para miúdos entre os 3 e os 6 anos, e apresentar-lhes um formato menos convencional de verbalizar o imensurável.
Procurando encontrar diferentes formas de comunicar o amor que sentimos, em “Faz de Conto que é Amor”, uma sessão da responsabilidade da Faz de Conto Livraria, comemorou-se a época mais romântica do ano em torno dos livros e das suas adoráveis narrativas. Partindo da delicadeza e doçura da história "Adivinha o quanto eu gosto de ti", um universo afetivo sobre a harmonia familiar, passando pela ternurenta lição de vida de Filipe, um cato carente de afetos que derrete até os corações mais duros, e terminando com o infinito desfolhar de “El beso”, percorreu-se uma corrente narrativa única na tomada de consciência da diversidade de sentimentos, por forma a deixar nos rebentos a semente dos afetos!



