A arte de comunicar ciência para todos

Diz o povo que não há duas sem três, mas António Piedade diz que não há nem três, nem quatro, mas cinco Íris Científicas. O título permanece o mesmo e dá, portanto, continuidade às saborosas crónicas do autor sobre temas de diversas paisagens da Ciência. “Íris Científica 5” foi publicamente apresentado a 23 de fevereiro, na Biblioteca Municipal Engº Jorge Bento, e veio provar o talento inato de Piedade como original comunicador de ciência.

 

Descobrir o local de nascimento do Sol na Via Láctea ou como enganar bactérias batoteiras é desvendar apenas uma pontinha ínfima das perguntas que rodeiam a Ciência. Muitas outras saltam à memória, especialmente as que se destacam pelo seu carácter atual. Será que aquilo que comemos influencia as alterações climáticas? Ou como pode o turismo ajudar a Ciência? E porque treme a Terra?Estas são algumas das questões que encontram resposta numa obra de cerca de 150 páginas que entusiasma não só consumidores, mas sobretudo, curiosos da Ciência.

Criado a partir de uma seleção de diversas crónicas de meia página publicadas na imprensa regional portuguesa entre 2017 e 2018, “Íris Científica 5”é uma compilação em pleno duelo entre limitações de espaço e quantidade de informação, requerendo, portanto, ser apenas,e nas palavras do autor, “um ponto de partida para a descoberta de mais ciência fora delas.”

Com uma escrita simples e cativante, facilitadora do que parece irremediavelmente difícil, mas que mantém critérios de rigor metodológico e de isenção científica, apresenta-se como contributo direto na divulgação da cultura científica - inclusivamente a portuguesa, qualquer que seja o tópico em análise - e mostrar que ela está ao alcance de todos.

Nomes como Luís de Camões, Fernando Pessoa (no heterónimo Álvaro de Campos), Guerra Junqueiro, Rómulo de Carvalho (pseudónimo de António Gedeão), Vitorino Nemésio, Gonçalo M. Tavares, Manuel António Pina, Jorge de Sousa Braga concederam o seu ADN poético à voz de Piedade para a palestra “Ciência na poesia portuguesa”, uma breve incursão literária de clara evidência da relação cooperante entre estas duas áreas do saber, e tão aplaudida na escrita do autor.

Com presença da Vice-Presidente da autarquia, Liliana Pimentel, e a prestação musical do grupo Ad Libitum (fundado pelo próprio Piedade), a apresentação em si ficou a cargo do professor doutor João Fernandes, diretor do Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra, que não se poupou em rasgados elogios à obra e à capacidade de comunicação do autor, por este tornar possível a “devolução” da divulgação científica à sociedade.

 

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