Numa viagem ao passado e aos grandes beneméritos condeixenses, a Biblioteca Municipal Engº Jorge Bento, recebeu José Magalhães Castela de sala cheia, no passado dia 01 de março, para a apresentação da mais recente obra do autor, uma compilação de narrativas indissociáveis à construção da História do município.
É com um pouco da história da fundação do Hospital Municipal D. Ana Laboreiro D’Eça, “o mais sagrado património municipal”, que 2019 se afigurou data imperativapara desvendar uma “Condeixa Desconhecida” e, assim, homenagear Simão da Cunha, grande benemérito condeixense e mentor dessa grande obra, no ano em que se completa o centenário do seu falecimento.
Diversas narrativas servem de fio condutor a um “modesto contributo para o conhecimento da história de Condeixa, cada uma delas com referência a outros homens bons que pela sua ação e sentido cívico deixaram uma marca na memória coletiva dos condeixenses.”Repercussões históricas assinadas por nomes como João Antunes, Conselheiro Quaresma, Visconde de Condeixa, Joaquim Costa e tantos outros ”condeixenses de alma e coração”, que não devem ser esquecidos pelas gerações mais novas.
Reação em cadeia, daí advêm diferentes assuntos, também elesreais subsídios para a História, e que dão título a outros capítulos, como a Capela de S. Francisco, a instrução pimária, as juntas de paróquia e até a sétima arte, num retratocativante sobre a aventura empresarial por detrás do Cine-Avenida.
A apresentação ficou a cargo de Susana Carvalho, que teceu os primeiros elogios à “regularidade invejável” de publicação do autor, evidenciando a tarefa árdua por detrás de toda a investigação contida nas suas obras, “uma memória histórica que tem muito para dizer, para compreender quem nós somos, e que deve ser reconhecida, apoiada e valorizada”.
Uma certeza outorgada aliás pelo presidente da Câmara Municipal que, além de agradecer meritosamente o trabalho o trabalho do autor na preservação da memória de Condeixa, assegurou a continuidade de um apoio edílico a iniciativas semelhantes, reconhecendo que “sem memória não se consegue construir o futuro.”



