A Física da Poesia

Foi-se fazendo poeta enquanto fazia Física. Dessa Particular relação surge agora a primeira obra de Susete Fetal, apresentada ao público a 23 de março, na Biblioteca Municipal Engº Jorge Bento.

 

Antes de tudo, um problema matemático começa simplesmente pela sua descrição verbal.Até mesmo um teorema pode apresentar nuances poéticas. Mas e um poeta, poderá ele fazer teoria?

Na grande narrativa da humanidade, Ciência e Literatura têm uma relação conturbada. Umas vezes de costas voltadas, outras em que parecem querer tocar-se.

Estamos claramente a falar de discursos e visões de mundo completamente distintos. Contudo, seria simplista afirmar que não existem pontos similares.Embora ligadas a domínios diferentes de conhecimento, ambas pertencem à mesma busca imaginativa. E, apesar de não ser muito comum, por vezes existem pessoas onde a paixão pelas duas formas de criação humana coexiste pacificamente.

De entre as inúmeras aproximações do binómio Física-Poesia, surge agora Susete Fetal e esse choque, estranheza e perplexidade ante uma obra poética de visível inspiração física.

Os bancos da faculdade deram-lhe o conhecimento sobre a “Física Geral”, mas esta é uma “Física Particular”. Duas linguagens, duas paixões que correm paralelas, e que desaguam, agora, no mesmo mar. Uma poesia dos elementos nos quais se decompõe a ação e a existência humana. “Afinal, a linguagem da Física é a mesma da Poesia e a Poesia é como a Física: está em todo o lado!”

Sobre os escombros do nada, sobre as partículas de coisa nenhuma, do não existente, se constroem as cidades do ser, os mares e as existências. É de partículas, de energias de massa nula, de movimentos inopinados, de incertezas feitas princípios básicos, de campos magnéticos e gravitacionais que fala…de Amor, de Paixão, de arrependimento…

O objetivo é apresentar uma Física sem o comum formalismo matemático, destacando a sua parte mais bela e fascinante, e recordando-nos como a Física também é quotidiana.

Parte de um projeto recente na aposta da afirmação das vozes autorais novas ou inovadoras na escrita poética, o município, na voz de Liliana Pimentel, vereadora da Cultura, vê “com grande satisfação a continuidade desta “Nova Coleção”, que tão bem traduz algumas das dinâmicas culturais do Concelho, nomeadamente no campo da difusão e da escrita poética.”

Ainda na mesma data, o reconhecimento público dos intervenientes no projeto comunitário “Teclas Prá Vida”, uma parceria entre o município e a coordenação científica e pedagógica da ESEC, que tem vindo a merecer a atenção mediática enquanto projeto exemplar a nível nacional e que espelha as dinâmicas culturais propostas pelo executivo camarário na preocupação com os idosos.

O seu sucesso diversificador e descentralizador tem ditado sucessivas reedições, a última terminando agora com a entrega dos certificados de participação a dinamizadores e intervenientes dessas oficinas de alfabetização digital de adultos.

 

b_500_0_16777215_00_images_artigos_02_BMC_DiaMundialPoesia19_55575915_1154702481378498_5948979615669157888_n.jpg

b_500_0_16777215_00_images_artigos_02_BMC_DiaMundialPoesia19_54728640_585866071913072_3669626568872820736_n.jpg

b_500_0_16777215_00_images_artigos_02_BMC_DiaMundialPoesia19_54727904_308290213190981_4580165420945768448_n.jpg

 

© Rede de Bibliotecas de Condeixa

Pesquisa