Arte e Ciência dão rosto a cientistas famosos

 

É a Ciência no seu sentido mais fisionómico. São histórias pessoais e profissionais contidas no simples tracejar de feições. “Rostos das Ciências da Vida” tomam forma numa exposição que revela os monumentais avanços da Ciência, apresentando-os à sombra dos rostos que muito contribuíram para o estado do conhecimento atual.

 

Já parou para pensar que quase tudo ao seu redor é resultado de uma descoberta ou invenção? Tudo está interligado e muitas dessas descobertas são resultado de estudos, conhecimento, investigação, intuições, premonições e até mesmo sorte…ou não será, pois, “a maçã de Newton” fruto de um feliz acaso?!

Mas para grandes descobertas são necessários grandes cientistas. É um trabalho desmerecedor nomear os mais importantes, mas a sua paixão pelo conhecimento e ciências concedem-lhes lugar entre os maiores de todos os tempos. Homens e mulheres que, antes de dedicarem a vida à Ciência e contribuírem para o avanço de várias áreas importantes, revolucionando a história da humanidade, são, antes de tudo, Rostos como os nossos.

Quem, durante as próximas semanas, passar pela Biblioteca Municipal Engº Jorge Bento, ficará a conhecer o semblante de diferentes gerações que são uma referência nas suas áreas de investigação. Pessoas que trabalharam em prol da sociedade e da evolução da Humanidade. São “Os 14 cientistas mais marcantes no desenvolvimento das Ciências da Vida” e “Cientistas em destaque na história da hereditariedade”, num total de 30 retratos de figuras mais ou menos conhecidas,reveladas agora ao observador em retrato de grafite pela mão de Joaquim Vicente, condeixense e professor do Departamento das Ciências da Vida da Universidade de Coimbra.

Inaugurada a 29 de março, a exposição mostra-nos, pelas palavras do autor, “a singularidade de um projeto não referente apenas à menção das descobertas científicas, mas sim à associação entre Rosto e cientista, numa forma diferente de endereçar merecidos agradecimentos a todos aqueles que dedicaram a vida ao desenvolvimento de um mundo tecnológico em favorecimento do ser humano, especialmente no campo da saúde.”

Quiçá valendo-se da famosa citação de Lavoisier, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, a presença de um conteúdo vastíssimo criou a necessidade de uma versão em papel, uma obra com o mesmo título,que compila, não esgotando, a participação desses que fizeram e fazem Ciência e do seu envolvimento na demanda do conhecimento, apresentando-os, tal como na exposição, através de uma figura de traços físicos bem definidos. De cariz científico, com um estilo acessível, evidencia mais de duas centenas de grandes vultos das Ciências da Vida, bem como outros cientistas que, não tendo, por condicionalismos diversos, a devida projeção pública, deram um contributo inestimável para a condição do mundo atual, e portanto, uma referência a todos quantos por ele se interessem.

Já para o final de abril, mas ainda sem data marcada, está definida a palestra “Cientistas em destaque na história da hereditariedade”, dirigida a todos os alunos do secundário e à comunidade em geral, numa referência aos 150 anos da descoberta do material hereditário.

Atividades que vão de encontro à premissa do Município e que, na pessoa do próprio presidente camarário, pretendem “dar cumprimento às suas políticas culturais no apoio e reconhecimento ao trabalho de autores concelhios e funcionar como agente essencial na recolha, preservação e promoção da cultura em toda a sua diversidade”.

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