Bebeteca e “Histórias para um sorriso feliz” promovem programa de leitura dramatizada na sensibilização de pais e filhos para a importância da higiene oral infantil.
Muitos já experimentaram todas as escovas possíveis e imaginárias. A da mãe, a do pai, às cores, com formas… A verdade é que andar limpo ocupa tempo e energia, daí muitas crianças exasperarem os pais na hora de cuidar da saúde oral.
Nas fases de desenvolvimento infantil, os dentes sãos são essenciais não só para a correta mastigação, mas também para uma aprendizagem correta da fala e a formação da autoestima. Sendo a cárie dentária a doença crónica mais comum na infância, é nesta etapa que se deve iniciar a aquisição de comportamentos que tornem as crianças mais pró-ativas e atentas para a importância da boa higiene oral, na manutenção de uma boca e dentes saudáveis. Contudo, necessitam de atenção redobrada a nível de tratamentos dentários, pois, na maioria das vezes, não têm conhecimento das consequências de uma má higiene e, mais importante ainda, como cuidar dela. Na premissa, torna-se essencial educar não só os mais pequenos, como também os próprios cuidadores, para que os comportamentos menos adequados sejam banidos e o objetivo "zero cáries" melhore substancialmente a qualidade de vida de todos.
Numa manifestação de reforço à sua missão informativa, a Biblioteca Municipal Engº Jorge Bento, em parceria com os profissionais de saúde da Unidade de Cuidados na Comunidade, dramatizaram “Histórias para um sorriso feliz”, uma programação simples, divertida e exclusivamente dedicada à saúde oral infantil, por intermédio de diversas atividades e material didático (jogos, livros de histórias, vídeos interativos, panfletos).
“Kiko, o Dentinho de Leite", da autoria de Manuela Mota Ribeiro, uma narrativa cativante, de forte ligação empática com os leitores, não deixou ninguém indiferente. Perfeito para quem precisa de ser convencido da necessidade de lavar e escovar os dentes, ficção e realidade misturaram-se para aproximar crianças, dos 3 aos 5 anos, à figura do dentista e consciencializá-las no compromisso de uma prática de higiene oral saudável, com vista à prevenção de doenças dentárias e, consequentemente, a um bem-estar geral, fornecendo-lhes as ferramentas necessárias para que possam cuidar e assumir essa responsabilidade sozinhos.
Para completar a mensagem, enquanto se envolveram os mais pequenos num breve espaço educativo, também ele de componente ilustrada, os restantes permitiram-se questionar esse programa de acesso a cuidados de medicina dentária ainda desconhecido para muitos, e designado pelo Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral como cheques-dentista.
Um investimento, de facto, trabalhoso para todos, mas com resultados visíveis no futuro.



