Sábado com Histórias lança“Contos ao Vento”

A Contadeira, que tinha fome, desatou a comer todos os livros que encontrava. "E de tantos comer… um dia dividiu-se em duas e depois em três e depois em quatro. E agora ninguém sabe quem é a primeira das Contadeiras de Histórias." Mas não faz mal. Quantas mais houver, melhor…Por isso, às muitas que já existem, outras tantas se lhes juntam, agora pela mão dos criadores artísticos do último Sábado com Histórias. Espalhemos, pois, ao vento tão boa nova!

São muitos os que as conhecem, de livrarias, bibliotecas ou mesmo feiras.Nascidas das árvores, das árvores das Contadeiras de Histórias, elas são feitas de papel.São delicadas. Aparentemente frágeis, mas de uma força imensurável. Talvez por virem das árvores e se alimentarem de livros.

Falamos das "Contadeiras de Histórias", figuras de papel e de outros materiais reutilizáveis criadas por Sofia Paulino, sempre com o universo dos livros e da leitura como cenário de eleição, e agora personagens principais da multiplicidade programática de novembro da Biblioteca Municipal Engº Jorge Bento.Um artesanato de autor e conceptual, ideal para agradar a todas as idades,até mesmo os mais novos, pela magia do contacto manual com as peças e sua posterior (des)construção.

De livro em artesanato, e/ou vice-versa, o projeto engloba as artes plásticas, a ilustração e a escrita, mistura para lá de perfeita à dinamização da oficina temática que deu vida, cor e forma ao último Sábado com Histórias, a 16 de novembro, “Contos ao Vento”.

Na mesa de trabalho, um monte de tralha, o caos, a desarrumação…e bem no centro, a simplicidade das Contadeiras dá asas à desmedida criatividade das crianças. Convidados a descobrir a “Sofia Paulino” dentro de si, ou como quem diz, a criatividade, a imaginação, a singularidade,36 se juntaram e muitas obras de arte criaram, agora em exposição até ao final do mês.

Portas abertas à leitura dos contos que as abrigam, “Contadeiras de Histórias” e “Contos ao Vento”, o momento compôs-se subsequentemente por três espaços, o da escrita, o da ilustração e o do leitor. E é neste terceiro espaço que sefaz o “boom” e a obra nasce! Em torno da individual interpretação das histórias, de uma frase retirada ao acaso dessas narrativas fluídas, cheias de espaços para o leitor, repletas de cadências sonoras, repetições e jogos de palavras, permissivas à concretização de todos os trabalhos possíveis, cada família foi desafiada a desenvolver um projeto artístico, numa analogia às ilustrações e às peças de artesanato da autora, criando objetos únicos, autênticos e diferenciadores, contadores de histórias próprias.

As cores da terra e da noite, por onde se passeiam as brancas e elegantes Contadeiras, propõem um ambiente sereno e quente. Aqui e ali, há pequenos apontamentos de diversas tonalidades envoltos no novelo em que são tecidas as histórias. Mas também se encontram letras. Tudo em destoante, mas visualmente proporcional, aposta em tons suaves e fortes. Cartão, papel de jornal, rendas, fios, panos, arame são materiais usados com imaginação e arte na desconstrução do convencionado, originando elementos “desestabilizadores” do raciocínio comum.

 

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