Resultado do Concurso de Poesia 2022

Vimos comunicar formalmente o resultado do Concurso de Poesia 2022. 

Parabéns a todos os alunos participantes, pela qualidade dos poemas submetidos.

Um louvor aos vencedores.

Que a poesia inspire sempre os nossos dias! 

 

b_500_0_16777215_00_images_artigos_04_AGRUPAMENTO_Poesia22_ConcursoPoesia.png

b_500_0_16777215_00_images_artigos_04_AGRUPAMENTO_Poesia22_premiados.png

 

Leia os poemas premiados!

 

1º ciclo


1º lugar
Ser criança  - Matias Figueiredo - 2ºB da EB3

  

Ser criança é voar como um passarinho

Para depois voltar para o ninho.

 

Ser criança é ter amor

E ser livre como um beija-flor.

 

Ser criança é ter amigos

Que nos ajudam nos perigos.

 

Ser criança é ter família

Cheirosa como a tília.

 

Ser criança é brincar

Até o dia acabar.

 

Ser criança é estudar

Para o Mundo conquistar!


2º lugar
Se eu fosse ... - Telma Brízida - 4ºB da EB1

Se eu fosse uma lagoa
Seria a Lagoa das Sete Cidades
Linda de muitas cores
A alegria das raparigas e rapazes.

Se eu fosse um fruto
Seria uma maçã
Fresca todos os dias
Para ser comida de manhã.

Se eu fosse uma flor
Seria uma rosa
Linda e perfumada
E também muito formosa.

Se eu fosse um sentimento
Seria a alegria
Com felicidade e carinho
Fiz esta poesia.
 
 
3º lugar
O pássaro - Rodrigo da EB1 de Anobra
 
Pássaros a voar
encantam  o céu
voam sem parar
rodopiam no ar.

Gostava de ser um pássaro
para poder viajar,
voar perto do sol
 muitas histórias
teria para contar.

Corria o Mundo
Nas asas do pensamento,
voava bem alto
ao sabor do vento!  
 
 
3º ciclo

1º lugar
A meu favor - Laura Bilheta 8ºE
 
À minha mercê
Tenho fantasmas que me assombram a noite
Tenho as tuas palavras de ódio e de amor
Tenho o nevoeiro que me envolve no seu manto obscuro

Neste lago colorido repleto de mulheres cansadas
Ouço o teu choro perto do meu ouvido
Tento respirar mas tu prendes os meus pulmões
Eu adorava-te mas picas-me, como as abelhas, com o teu amor tóxico
Observas-me com ódio como uma coruja
E persegues-me na minha mente como um touro enfurecido

À minha mercê tenho uma rua vazia
E as palavras que nunca foram ditas
 
 
2º lugar
Tempestade - Cassiano Silva 7ºD

PING! PING! PING!
As gotas caem…
Acumula-se o lago
As lágrimas saem…

O frio chega,
invade-me a alma.
Perco a respiração,
perco a calma.

Procuro por calor,
O calor procura-me.
Perco o senso,
perco o controlo.
Um relâmpago…
Ensurdeço.

Noutro mundo,
o som dos trovões
já não me afeta.
Sou apenas eu.
Eu e o escuro.
 
 
3º lugar
Poema - Afonso Silva 7ºA
 
Quero escrever um poema, 
Mas não sei o que é um poema.
Talvez não o deva escrever.
Será que é tipo um lema?
Mas é melhor não complicar, 
Porque "palavras caras são sempre um problema,
E é só deste poema 
Que me quero lembrar,
E com "palavras caras" não vai dar.
Talvez o escreva sempre com a mesma rima,
E use palavras parecidas,
Como cima,
Prima,
Ou lima.
Mas estas palavras não têm nada a ver umas com as outras.
E se eu rimar com nomes de pessoas conhecidas?
Já sei!
Peço à minha mãe para me ensinar a rimar,
E assim já poderia 
Ganhar o concurso de poesia,
E um belo prémio segurar.
Mas, tenho um dilema. 
Por onde irei começar?
Mas espera lá um bocado e deixa-me observar
Estas palavras que estive para aqui a desenhar.
Olha só, já resolvi o meu problema!
Um poema!
 
 
Secundário
 
1º lugar
Sem ti - Ana Francisca Costa 11ºA
 

Descobri da maneira mais horrível possível,

Que os movimentos de translação e rotação desta bola em que vivemos

Têm continuidade mesmo sem ti,

Que os cheiros à minha volta continuam os mesmos,

Que a chuva continua a molhar os meus fios de cabelo

E até mesmo as rádios continuam a passar as músicas que cantávamos,

Descobri que esses movimentos não me esperam,

Que tudo mantém o seu curso sem ti,

Menos esta coisa dentro de mim que já não roda mais,

Não há chuva que me molhe,

Cheiros que se façam sentir

Ou músicas que me despertem,

Apenas uma face deambulante mascarada,

Que persiste em cair

Deixando a chuva penetrar a minha cara, agora molhada,

Que só deseja desesperadamente voltar a cantar tudo o que contigo vivi,

Se tivesse a sorte de ouvir essa voz mais uma vez,

Paralisava,

Tirava a máscara e, mesmo parecendo parada,

Olhar-te-ia nos olhos do meu pensamento,

E lembrar-me-ia mais uma vez

Da incompatibilidade que esse cenário seria,

Então, após possuir o meu rosto molhado,

A máscara fundir-se-ia de novo com a minha face,

Involuntariamente olharia em frente e esboçaria um sorriso,

Lembrando-me que, mesmo em estrela, ainda tens uma visão de mim

E que me espera um lugar guardado nesse teu paraíso,

Sei que é o mínimo que posso aceitar, depois de viver sem ti.

 
2º lugar
Como e conto - Anais Duro 10ºE
 

Como te conto

Quando as palavras são escassas,

Quando os gritos são mudos,

Quando as linhas não se vêm  

 

Quando os olhos são desertos

Quando o coração é uma floresta

 

Como te conto se me encontro perdida

Quando todos os passos são cegos

Quando a escuridão não me deixa ver-te acenar

 

Como te conto se não estás aqui

Quando tenho medo Tu não trazes uma lanterna

Quando não quero avançar Tu vais sem mim

 

Como te conto se não erras

Que sou só eu na floresta

Que sou só eu perdida no escuro

 

Como te conto

Se nem a mim consigo contar.

 
3º lugar
Pó - Maria Pinheiro 11ºA
 

O mundo circula e continua a circular.

A lua gravita e continua a gravitar,

Como resultado a maré desce e sobe.

Os seres nascem e vivem

        Mas retornam sempre ao pó

 

Os senhorios do mundo nascem e crescem,

Encontram o seu rumo.

Matam uma árvore. Matam um animal

Depois, multiplicam o número.

Subitamente,

             o mundo entra em ebulição

                           e tudo regressa pó

 

Pesquisa