Resultados do XI Concurso de Poesia na Escola

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 1º CICLO

 

1º Lugar - O meu amigo passarinho

de Diana Sofia Santos Silva 

2º C da EB nº3


Bom dia, mãe
Bom dia, vizinho
Olho pela minha janela
E mando-te um beijinho


Vejo o sol a brilhar
É hora de ir para a escola
Vou vestir uma roupa alegre
E pegar na minha sacola


Antes de sair, volto à janela
Para me despedir com carinho
Do meu amigo de coração
O simpático passarinho


Ele salta pelas árvores
Todo contente a esvoaçar
Quando saio à minha porta
Olha para mim a cantar


Vou para a escola estudar
Porque assim é preciso
Mas quando é fim do dia
Eu mostro um grande sorriso


Porque volto ao jardim
Junto de casa, para brincar
O passarinho está à minha espera
E começa logo a cantar


Assim passam os meus dias
Nesta vida de criança
Ficará para sempre este passarinho
Na minha vida e na minha lembrança.

 


2º Lugar  - Arte

Maria Lestro 

4º ano turma B EB1 da Anobra


A arte tem várias cores
Deixa-nos voar na ilusão
com tantos sentimentos
até podemos fazer uma canção.


A arte pode ser inverno
com bonecos-de-neve ao luar!
Pode ser primavera
com flores a despertar!
O verão vem brilhar
com cores, sol, calor
para a mais bela tela pintar!
Também pode ser outono
E a natureza com sono!
Prepara-se para descansar…


A arte é o que tu quiseres
basta que te deixes levar,
dar asas à imaginação
deixar o teu coração falar.

 


3º Lugar - Em busca da Paz

Miguel Quinta Pinto

3ºB da EB nº3


Era uma vez um Rei
Que não sabia reinar
O seu país estava em guerra
Estavam todos a lutar.


A rainha desesperada
Não sabia o que fazer,
Disse a todos os Santos:
- Assim não consigo viver!


Os reis convocaram uma reunião
O povo veio assistir,
Mas puseram-se todos a discutir
E ninguém tinha razão.


Veio de lá o S. João
Ver se conseguia ajudar
Perguntou a todos:- Então?
O que é que se está aqui a passar?


Uma menina pequenina
Cansada de não poder brincar
Pediu ao S. João
Para a luta terminar!


A menina disse ao Santo:
-O meu dia preferido
É o dia 30 de janeiro.
- O que acontece de especial?
É o dia escolar da Não violência e da Paz
do mundo inteiro!


O Santo perguntou ao povo:
-Querem guerra ou querem Paz?
Se continuarem assim
Não será muito eficaz!


O povo acalmou e a guerra terminou
E para festejar um jantar se organizou!
Chegou a Paz ao reino
E o povo festejou!


Termina assim esta história
Todos aprenderam uma grande lição
O segredo de um reino feliz
É paz, amor e união!

 

 

2º CICLO

1º Lugar - A janela

Sara Coelho Costa do 6.º G


Tenho uma janela que
dá para sonhar:
Sonhos a sair
Sonhos a entrar.


Tenho uma janela que
Dá para o mar:
Sonhos a subir
Sonhos a descer.


Tenho uma janela que
Dá para imaginar:
Pensamentos a partir
Pensamentos a voar.


Tenho uma janela que
Dá para falar:
Conversas a partir
Conversas a chegar.


Falar, sorrir,
sonhar…
Será
Sempre uma janela virada para o mar.




2º Lugar - Tenho um jardim

João Paulino Marques do 6.º G


Tenho um jardim
que dá para a cidade:
carros a buzinar
a construir a humanidade.


Tenho um jardim
sempre a brilhar:
quando é noite escura
aparecem estrelas a cintilar.


Tenho um jardim
para partilhar
meu pai, minha mãe
levantam-me para espreitar!


Tenho um jardim
Com vista para o mundo!

 

 3º Lugar - Livros

Margarida Pereira do 6ºF

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3º CICLO

 

1º Lugar - Cerejeiras

Cassiano Silva do 8ºD

 

Umas cerejeiras

Uma clareira

Sem mercados,

sem feiras

Apenas árvores à beira

 

Não me sento,

ao relento,

das pétalas o movimento,

do vento.

 

De sereno,

para agitado.

De ameno,

para congelado.

 

As pétalas,

num sentimento confuso

Tornei,

centro de fuso,

 

Dançam

Correm

Isolam

Moem

 

Pulmões vazios

Coração imparável

Realidade incontrolável,

Peito por um fio

 

Tudo

Para

O tempo

Voara

 

Caos estala os dedos,

Conheço a origem dos ventos,

Perco os medos,

Sinto o universo.

 

Cansam

Morrem.

Afastam

Fogem.

 

Espalhadas no chão

Cobrindo a clareira

Enquanto nuas estão

As cerejeiras.

 


2º Lugar - War

Maria Filomena Silva do 8ºB


War, oh war, a human-made curse,
That brings about destruction and hurt,
A violent storm that rages on,
Leaving behind broken lives and a mournful

song.


Men and women sent to fight,
Their dreams and hopes now out of sight,
Families torn apart by grief and pain,
A never-ending cycle that leaves a stain.


The sound of gunfire echoes through the night,
As fear and desperation grip with might,
Bombs that shatter the very ground,
Tearing apart homes and all around.


Innocent lives caught in the fray,
Children who never got to play,
Mothers who lost their sons and daughters,
Fathers who mourn their loved ones

slaughtered.


The cost of war is too high to pay,
And yet we still go to battle day by day,
Forgetting the lessons of the past,
And the price of peace that we need to grasp.


War, oh war, let us learn,
That love and compassion are the key to turn,
Let us lay down our weapons and embrace,
A future where humanity can find its grace.


3º Lugar - Ecos

Carolina Orfão do 9ºB


Era uma terra ainda por dizer
Nenhuma voz ecoava
Até teu canto aparecer
Com a nossa vitória brava.


Tal como Vénus amou seu povo,
tu amaste a nossa nação,
entoada em decassílabos
a nossa determinação.


Algures no inaudível
uma voz mais alta se levanta,
Tanto o Grego como o Troiano se calam,
pois o Lusitano espanta.


O fado já estava eleito,
Pedro e Inês predestinados,
no Olimpo a decisão,
nossos destinos traçados.


“As armas e os barões assinalados”
O canto que todo o luso reconhece,
em ti a mitologia e a história
nessa obra que para sempre permanece.


MENÇÕES HONROSAS


Pai de Novembro

Maria Filomena Silva do 8ºB


Um dia,
Quando tropeçares nos ramos que tu próprio quebras
Talvez tenhas tempo para olhar para o céu
E lembrar-te de todas as flores que transformaste em pedras
Talvez um dia
Quando a tua garganta começar a fechar-se devagar e tiveres de implorar por ar
Sufocando nas palavras que hoje atiras como dardos
Te lembres que foste
Tu, só, que colecionaste os teus fardos
Talvez um dia
Quando a pele de bisonte que te cobre não for espessa o suficiente para impedir que o frio
da noite corroa cada poro do teu ser,
chores os fogos que ateaste
Os pássaros que mataste
As verdades que falseaste
Os lares que derrubaste.

 


Visões de Penélope

Cassiano Silva do 8ºD


Ao espelho,
Uma mendiga
suja e despenteada
Uma cara perdida,
mal-amada.


Com mágoa,
Aperta a rosa,
não asfixia,
suga-lhe a água.


Esta flor murcha já
conheceu o Hades.
Sufoco de amor
numa longa espera


Olhava o mar
o Sol a avermelhar
Olhava a faca
a sede de cortar


Na lâmina,
Uma princesa,
Uma ave presa
nas ondas do mar

 


Fanfarrão

Afonso Silva do 8ºA


Gostava tanto de ser um gato,
para caçar um rato
e descansar o dia todo.


Gostava tanto de ser esse felino,
com bom ar e arranjadinho,
sempre com gentes a acariciar-me o pelinho.


Pelo suave e intocável
quando estou por aí a vaguear,
salto e parece que vou voar,
e assim junta-se o bom ao agradável.


E ao final do dia é uma alegria
chegar ao meu lar,
papar,
deitar,
enroscar,
e ao pé de uma quente lareira,
fico imóvel a dormitar.

 

ENSINO SECUNDÁRIO

1º LUGAR - O meu medo

Rodrigo Fonseca do 11ºD


Tenho medo.
Do quê não se me afigura,
mas ainda assim vivo em constante tontura,
em constante esperança de encontrar pedra dura,
onde possa pousar o pé ou bater a cabeça.


Tenho medo de ser já sem cura,
tenho medo de não ter do que medo ter
e tenho medo que esse medo
me absorva e assoberbe


Tenho medo que a solidão veja em mim igual
e que a saudade alheia não me seja leal;
medo de tropeçar no sarilho do vigário
ou de me ver a cabeça ceifada
pelo que me parecia um espantalho


Tenho medo ainda do vazio.
Pode-se ter medo do vazio?
Não há medo no vazio.
Como pode ser algo criador
de algo que não cria?
como pode outrora verdade
dobrar-se e desfazer-se em água fria?


Afinal sei do que tenho medo.
Sei mais do que pensava,
e penso mais do que sei,
não vá eu não ter tema


Como se vive depois do medo?
Não se vive, teme-se:
contorce-se e escorraça-se a alma
porque antes ter medo
que admitir que não se tem nada


2º LUGAR - Noite Escura

Laura Henriques do 12ºA


Anda sentar-te comigo a ver as estrelas,
Banhar-te da luz de sonhos distantes,
Cegar os olhos com o brilho manso
Dos sóis que ardem felizes no céu.


Anda sentar-te comigo a ver as estrelas,
Até que mais nada haja para olhar,
Que os astros colapsam sobre si,


Que a noite passa e as estrelas não duram.
Então anda.
Anda sentar-te comigo a ver as estrelas.
Elas que não sendo belas,
São as mais belas que morrem no céu.


3º Lugar - Respeito

Ana Francisca Costa do 12ºA


Nunca pensei que te tornasses um dia
Tão pouco daquilo que representas hoje
E nada comparado ao que já significaste,
A segurança que já senti nos teus braços
É agora nada mais
Nada menos
Um indeterminável vazio
Repleto de memórias do que contigo vivi,
Marcas tuas na minha pele
De quando me puxaste ferozmente
Para chorar no teu peito,
Foste muito mais que um amigo
Poderias ter sido quase perfeito,
Se tivesses manuseado as tuas mãos
Com nada mais
Nada menos
Do que respeito.

MENÇÃO HONRA

Física sem química

Inês Silvestre do 12ºB


Física, nem nos meus piores pesadelos
imaginava que fosses este tormento.
Por ti, estive pelos cabelos
e ainda não superei este sofrimento.


Por tua causa, reduzi as minhas opções
dedico-te este belo poema
devido a este grande dilema
que me deixaste com as tuas classificações.


Mas se te dei quase tudo
e quase tudo foi demais…
Porque não sou o sortudo
que tem notas divinais?


De ti, só levo noites mal dormidas
a pensar no próximo teste.
Tantas mudanças ocorridas…
desde estado sólido a estado de stress.


Termino esta longa lamúria
desejando nunca mais te ter,
se continuar ainda me sai uma injúria
de tanto que me fizeste sofrer.

 

 

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