Festival Literário passa por Condeixa

O município de Condeixa associou-se, por mais um ano consecutivo, ao FLII - Festival Literário Internacional do Interior - Palavras de Fogo, uma organização da Arte-Via Cooperativa, sediada na Lousã, e de homenagem às vítimas dos incêndios.

A decorrer de 15 a 18 de junho de 2023, em oito concelhos dos distritos de Coimbra e Leiria, numa edição que aproveitou ainda para celebrar os centenários de Eduardo Lourenço, Eugénio de Andrade, Mário Cesariny, Natália Correia e Urbano Tavares Rodrigues, bem como os 50 anos da Associação Portuguesa de Escritores, com o tema “Pensamento, palavras, poesia, Língua de fogo na Imensa boca dessa angústia”, o festival contou com abertura antecipada por terras condeixenses.

Ainda a marcar a agenda de maio, a Biblioteca Municipal começou por acolher a exposição biobibliográfica “Eduardo Lourenço e os outros: no mundo como devir”, uma pequena seleção de momentos considerados relevantes para o conhecimento do percurso deste que é um dos mais apaixonantes intelectuais da contemporaneidade, cedida pelo Centro de Estudos Ibéricos para o efeito.

Já em junho, o enfoque desviou-se exclusivamente para o público escolar.  A 05, Cristina Robalo Cordeiro, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,  juntou-se a alunos de 10º e 12º anos, para “Da escrita à imagem pela mão de Inês”, uma sessão sobre a leitura e a escrita (e a relação texto/imagem), a partir de uma “instalação literária” de um texto próprio, intitulado Reminiscências da Luz, sobre a história de Pedro e Inês.

Por fim, a 07, coube a Mónica Guerra Rocha encerrar a programação, com a apresentação do projeto Poliniza Buzz - um laboratório de produção de livros infantis sobre sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis – através de sessões de leitura direcionadas a crianças do 1º ano (1º ciclo), em estreita reflexão sobre o tema da comida e das histórias por trás da nossa comida, valorizando os alimentos locais, os produtores, e reconhecendo a importância da comida para conversar sobre diversos temas importantes. 

Criado após os grandes incêndios de 2017 na região centro, e sob a égide do lema “A arte e a cultura como reanimadores de uma região e de um povo”, a organização pretende desta forma "abordar questões candentes para o devir do mundo, mantendo sempre a emergência ambiental como um dos núcleos privilegiados de discussão, numa realização sinérgica, catalisando os recursos dos municípios e outras instituições integrantes do consórcio, rentabilizando-os e potenciando-os, num esforço conjunto para superar as adversidades.

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