25 de abril de 74: o testemunho no feminino

Lutou contra a ditadura, valendo-lhe a prisão e a tortura. Resistiu ao silêncio imposto e agora, mais do que nunca, sente o dever de contar.

50 anos passados sobre essas memórias trágicas, Conceição Matos, mulher ímpar na coragem e na dignidade, e uma das principais vozes femininas da luta antifascista, não fosse ela a mulher mais torturada pela PIDE, mantém o passado bem presente e faz questão de o partilhar com todos quantos a queiram ouvir, sobretudo para que a história não se repita e as décadas negras de ditadura se tenham enterrado de vez.

Apesar dos seus já 87 anos, e acompanhada pelo marido, Domingos Abrantes, também ele militante antifascista e histórico dirigente comunista do PCP, esteve na Biblioteca Municipal para mais uma conversa intimista, na primeira pessoa, sobre a vida na clandestinidade, os tempos revolucionários de luta contra o fascismo, por um Portugal livre e democrático.

Um testemunho forte e dramático na revelação desses muitos pormenores sórdidos de tortura e humilhação a que as mulheres estavam sujeitas à época, mas sobretudo um testemunho comovente e inspirador que para o público presente se tornou essencial valorizar e agradecer por esses atos heróicos de coragem, resiliência e humanismo de todos quantos abdicaram de si na luta pela liberdade de todos.

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