Resultados do XII Concurso de Poesia na Escola

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Promovido anualmente pelas bibliotecas escolares, “Poesia na Escola” é um repto à resistência dos que recusam perder o valor da palavra, incentivando o gosto pela escrita e pela partilha da emoção em verso.

Destinado a todas as crianças e jovens que frequentam o Agrupamento, este ano, no contexto das comemorações do cinquentenário do 25 de abril, a criatividade debruçou-se sobre “A liberdade”, resultando numa significante qualidade de trabalhos inéditos e premiados.

 

POEMAS PREMIADOS – XII CONCURSO DE POESIA NA ESCOLA

1º ciclo

 

1º Lugar  - Martim Francisco Craveiro – 3ºC eb3

Ó Portugal, Portugal!

 

Ó Portugal, Portugal

A 25 de abril viveste a Revolução

Sem tiros nem sangue

Não existiu outra igual!

 

Ó Portugal, Portugal

Já lá vão 50 anos

Que conheceste a liberdade!

E o fim da guerra colonial!

 

Ó Portugal, Portugal

Despedimo-nos da ditadura

Bem-vinda a democracia!

Que sensação genial!

 

Ó Portugal, Portugal

Com povo corajoso

Que ergueu espingardas com cravos!

Que rico memorial!

 

 

2º Lugar - Benedita Figueiredo – 4ºB eb3

 A liberdade

 

Não há paz sem liberdade

Nem amor sem solidariedade.

 

Não há democracia sem direitos

Nem ditadura com direitos.

 

Não há felicidade sem alegria

Nem crianças felizes sem magia.

 

Foi preciso viver num país triste e misterioso

Para descobrir um tesouro valioso.

 

São precisos cravos no coração

Para nunca esquecer o dia da revolução!!!

 

 3º Lugar - Maria Gabriela Marques - 3ºA eb3

 Liberdade

 

A liberdade ganha asas

Quando sai do pensamento.

Se alguém lhe corta as penas,

Causa grande sofrimento!

 

Mas se a deixam voar,

Espalha pelo mundo: paz, amor, alegria,...

Transforma a noite em luar,

Não descansa até ser dia!

 

Aí que valioso tesouro,

É a nossa liberdade!

Vale mais que barras de ouro

E enche-nos de felicidade.

 

A liberdade conquistaram

Os nossos queridos avós!

Vamos, todos, esforçar-nos

Por mantê-la sempre entre nós.

  

2º ciclo

 

1º Lugar – Pedro Amaral 6ºF

À procura da liberdade

 

Todos a querem

mas nem todos a permitem,

E quando escorrega das mãos

Esfuma-se por tudo

Esfuma-se por nada.

E cá não fica,

não fica nada…

E quando há força para recomeçar

Há vontade de mudar

para um caminho novo

porque quando toca no fundo

não se sente o mundo.

Porque uma pessoa sem esta companheira

é como um céu sem estrelas.

Fica-se preso.

Porque a liberdade é essencial

para voar como um avião

para ir até cima e ultrapassar

para sonhar

para viver

para ser feliz

Ela é a liberdade!

  

2º Lugar -  Miguel Ferreira 6ºF

O que é a liberdade?

 

A liberdade é uma flor.

Uma flor

Cuja beleza ninguém nota

Cujo perfume nos embeleza

Cuja cor nos seduz.

 

Mas à medida que murcha

Todos notam a sua falta:

as cores desaparecem, os cheiros diminuem.

Tudo fica cinzento.

 

Uma flor como as outras,

Mas que, se murchar, tudo muda.

  

3º Lugar - Gabriel Miranda 6ºF 

Sonhar a liberdade

 

Eu quero voar

Quero voar na liberdade.

A liberdade é um sonho

Um sonho da humanidade

 

A liberdade não é repressão

Repressão é um ponto negro

Um ponto negro da solidão.

 

Sonhar é liberdade

Liberdade de sonhar

Sonhar na liberdade, paz e fraternidade.

 

3º ciclo  

 

1º Lugar - Cassiano Silva

 Choro

 

Choro choro

Um choro ácido – PH um.

Produtos da reação: Úlceras, enxaquecas

Hematomas

 

Uma imagem nublada

pelas insónias, turvada

Mágoa que a escureceu

Mas que a mente não esqueceu

 

Acabávamos uma reza

Três menos dez

Eles entram:

“Senhor Paulo Ventura?”

“Tem de nos acompanhar.”

Face pálida,

cabeça zonza,

coração acelerado,

não, descontrolado.

 

A sala em combustão

numa dor ardente.

Eles, a fonte de energia

O comburente, medo dos alunos

A minha alma

é o combustível.

  

Fui

Ameaçado, espancado e torturado.

 

Tantas vezes preferi

o abraço da morte

ao murro da vida.

Desejei o doce sabor

de ácido sulfúrico.

 

Tu não conheces

este sentimento.

Ser, pela Liberdade,

menosprezado.

 

Não sei como estás.

Disseram-me que a mãe…

 

Tinha partido.

 

Espero que estejas

bem, saudável

mas, sobretudo, livre

 

Para que não sofras,

como eu sofri.

Para que não grites,

como eu gritei.

Para que não chores,

como eu chorei.

 

2º Lugar - João Tiago Marques - 8ºE

Liberdade

 

Liberdade é a escolha sem medo,

É o direito de existir sem barreiras.

É um abraço bem apertado,

Que ultrapassa fronteiras.

 

Liberdade é um rio que corre sem destino,

Desenhando curvas, desafiando o caminho.

Por vezes, repentino,

Outras vezes bem calminho!

 

Liberdade é o direito de escolher o que dita o coração,

De trilhar caminhos, sem medo ou opressão.

Liberdade é luz, é esperança a brilhar,

É o direto de viver, de sonhar, de amar...

 

Que jamais se cale a voz da liberdade,

Que em cada alma ecoe a sua verdade.

Pois onde há liberdade, há vida em plenitude,

E onde floresce a liberdade, há felicidade e virtude.

 

  

3º Lugar - Filipa Antunes - 7ºG

Até ao momento

  

Naquele tempo,

As palavras ditas proibidas

 Eram reprimidas.

Nesse mesmo tempo,

A vida miserável

Era incontestável

E a mais pura das verdades.

Naquela altura,

O vento da injustiça soprava

E a desigualdade abancava

Em todos os cantos da casa.

Devido à ganância excessiva,

Daqueles que a tinham,

Tudo tinha fins especulativos.

As perdas de vida, interrogáveis

 Eram ocultadas,

Mostrando assim a “perfeição” de um regime

 Que só cometia o crime.

E assim continuamos,

Devido à exploração que não foi feita,

As bocas que não podiam dizer as palavras imperfeitas,

A toda uma mão cheia de maleitas

E a um disco riscado

Que toca sempre a mesma canção.

E isso aconteceu,

Até ao momento,

Até ao minuto

Em que levantamos os braços

E tornamos a nossa voz audível

Para aquele que nos queria silenciar,

 Pois a justiça é feita a tentar.

Ali a pomba começou a voar

E o povo a cantar e a dançar!

 

Ensino Secundário

 

1º lugar - Carolina Órfão 10ºC

Talvez

 

Talvez a liberdade seja o vento a soprar,

Talvez nos corações, uma chama a pulsar.

 

Talvez a liberdade seja poesia que se entrelaça,

Talvez a luz que a escuridão abraça.

Talvez nos olhares, um brilho que não embaça,

Talvez a esperança que o peito abraça.

 

Talvez a liberdade seja um cravo a desabrochar,

Talvez seja o silêncio que se põe a falar.

Talvez seja a força que rompe a adversidade,

Talvez seja a vida, na sua plenitude, em cada idade.

  

2º Lugar - Carolina Órfão 10ºC

Primavera

 

Num bosque antigo, onde a sombra reinava,

Um coração tão ferido, que suspirava.

A liberdade, um jardim secreto em quarentena,

Até brotarem cravos, flores da alma serena.

 

Cravos vermelhos, punhos erguidos,

Na Revolução, destemidos.

Que a liberdade seja um hino, uma canção,

A expressão mais íntima, a mais intensa emoção.

 

A primavera, tanto esperada,

Acabava de ser anunciada.

A cidade de pétalas se enchia

Assim como a imensurável alegria.

 

Dos quartéis ao Rossio, uma revolta a fervilhar,

As correntes partidas, a liberdade a brotar.

As vozes resistentes, em coro a soar,

Abril, o renascer, novamente a brilhar.

 

3º Lugar - Beatriz Pereira - 10°A

Oh liberdade, que me iluminas com as tuas cores

 

Oh liberdade

Que me iluminas com as tuas cores

Que me deixas dizer a verdade

Sem medo do que vem depois

 

Oh liberdade

Que não me prendes nem enganas

Que me deixas viver à vontade

Num mundo que tu amas

 

Oh liberdade

Que a alguns foste tirada

De todos nós arrancada

Por gente mascarada

 

Oh liberdade

Que para nós voltaste

E a todos amaste

Como crianças tuas

 

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