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Conheçam Michael Blomkvist. Cofundador e jornalista da pequena revista Millennium que não hesita em expor as suas opiniões, desmascarando e envergonhando quem quer que seja. Solteirão, atraente, culto e persistente, atira-se de cabeça para os mais variados projetos que decide perseguir. Jornalista respeitado pelos colegas, bom amigo e cidadão exemplar, ostenta um bom lugar na sociedade.

Conheçam Lisbeth Salander. Trabalhadora freelancer da empresa Milton Security, declarada mentalmente incapaz e socialmente inapta mantém poucas pessoas ao seu redor e confia em ninguém. Estilo punk, de aspeto frágil cm um vasto número de tatuagens e piercings e uma inteligência fora do normal. Uma sombra à margem da sociedade.

O que acontece quando estes dois se juntam com um objetivo em comum?

No primeiro livro da trilogia, “Os Homens que Odeiam as Mulheres”, o duo imprevisível junta-se pela primeira vez para escrever a biografia de uma das famílias mais importantes da indústria sueca, ou, pelo menos, é essa a versão oficial. Entre desmascarar um grande nome da indústria, desvendar segredos de família horripilantes e encontrar uma resposta a um mistério que dura há décadas, somos transportados para o frio escandinavo e quase conseguimos ver a ação a decorrer à nossa frente (caso precisarmos de ajuda existem dois filmes baseados no livro), considero sorte não estarmos nela, ainda podíamos acabar com umas nódoas negras para explicar.

Se no primeiro livro temos a impressão de só saber o essencial acerca dos nossos protagonistas, tal não acontece no segundo, “A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo”. Lisbeth Salander vê-se presa numa embrulhada de proporções épicas. Entre enfrentar um tufão, o aumento do seu agregado familiar, fugir às autoridades e a impossibilidade de proteger os seus amigos, Lisbeth atinge o ponto de rutura de uma vida de enganos e injustiças. O segundo livro transpõe-se para o terceiro, “A Rainha no Palácio das Correntes de Ar”.

Michael Blomkvist vê a sua amiga presa a uma cama de hospital, prestes a ser presa por crimes que não cometeu, quando descobre que a sua incriminação começou antes até de ela nascer. Michael move mundos e fundos para libertar amiga e travar definitivamente a sua injustiça. Apesar de ser o livro mais “calmo” dos três não deixa de ser um dos mais empolgantes que já li e um ótimo final para a coleção.

Stieg Larsson prende-nos a cada palavra e deixa-nos completamente surpreendidos pelas reviravoltas mais inesperadas. Um escritor brilhante que cativa leitores como traças para uma luz e que representa uma novidade no mundo dos policiais, factos que se traduzem numa trilogia viciante que nunca se quer parar de ler e que nos cria um vazio quando terminada, não deixa de ser uma excelente leitura que recomendo a todos os leitores e pessoas que nem sequer pegam em livros e que apenas lamento a abrupta interrupção devido à morte do autor.

Mas mais não conto! Agora só falta passarem na nossa biblioteca para descobrirem estes e mais tesouros.

 

Miriam Acúrcio | 12ºA | Escola Secundária Fernando Namora | jan. 2015

 

 

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